Especialista em Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva com mais
de 20 anos de experiência em Porto Alegre.

SOBRE

Dr. Ronaldo Torresini

Médico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com residência em Cirurgia Geral e Gastroenterologia Clínica pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Especialista em Endoscopia Digestiva pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), com título de especialista em Gastroenterologia pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).

Membro do corpo clínico do Hospital Moinhos de Vento e do Hospital Ernesto Dornelles em Porto Alegre, oferecendo atendimento de excelência em seus dois consultórios na cidade.

Médico formado pela UFRGS

Membro da SOBED e FBG

Corpo clínico do Hospital Moinhos de Vento

+20 anos de experiência

Avaliações

Procedimentos

Exames Realizados

Endoscopia Digestiva Alta

A endoscopia digestiva alta é um exame que permite ao médico visualizar diretamente a mucosa do esôfago, estômago e duodeno, através de um aparelho flexível (endoscópio) que possui uma câmera na sua extremidade.

Dor abdominal, azia, queimação, náuseas, vômitos, dificuldade para engolir, sangramento digestivo, anemia, perda de peso involuntária, controle de úlceras, pesquisa de H. pylori, controle pós-operatório de cirurgia bariátrica.

Jejum absoluto de 8 horas (não comer e não beber). É necessário acompanhante maior de 18 anos para o dia do exame, pois será administrada sedação. Não dirigir após o exame. Suspender medicações anticoagulantes conforme orientação médica.

O exame é realizado com sedação endovenosa, sendo rápido (duração média de 5 a 10 minutos) e indolor. O endoscópio é introduzido pela boca e permite a visualização completa do esôfago, estômago e duodeno, podendo realizar biópsias quando necessário.

Após o exame, o paciente permanece em observação por aproximadamente 20 a 30 minutos até a recuperação da sedação. É normal sentir leve desconforto na garganta. O paciente deve estar acompanhado e não pode dirigir nas 12 horas seguintes.

Colonoscopia

A colonoscopia é um exame que permite a visualização direta do interior do intestino grosso (cólon) e parte do intestino delgado (íleo terminal) através de um colonoscópio, aparelho flexível com câmera na extremidade.

Rastreamento de câncer colorretal (a partir dos 45 anos), alteração do hábito intestinal, sangramento nas fezes, dor abdominal, anemia por deficiência de ferro, diarréia crônica, acompanhamento de pólipos, histórico familiar de câncer colorretal.

O preparo intestinal é fundamental para a qualidade do exame. Inclui dieta sem resíduos nos dias anteriores e uso de solução laxativa conforme orientação médica. Jejum absoluto de 8 horas. Necessário acompanhante maior de 18 anos.

Realizado sob sedação endovenosa, com duração média de 20 a 40 minutos. O colonoscópio é introduzido pelo reto e permite a visualização completa do cólon. Permite a realização de biópsias e remoção de pólipos durante o mesmo procedimento (polipectomia).

Período de observação de aproximadamente 30 a 60 minutos. É normal sentir leve distensão abdominal por gases. O paciente deve estar acompanhado e não pode dirigir nas 12 horas seguintes. Alimentação leve após o exame.

Informações

Artigos & Orientações

Por que realizar a pesquisa de câncer colorretal?

O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais frequente no Brasil. A detecção precoce através da colonoscopia pode salvar vidas.
O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil e o segundo em mortalidade. A maioria dos casos se origina a partir de pólipos intestinais, que são lesões benignas que podem se transformar em câncer ao longo dos anos.

A colonoscopia é o exame padrão-ouro para o rastreamento do câncer colorretal, pois permite tanto a detecção quanto a remoção dos pólipos durante o mesmo procedimento, interrompendo a evolução para câncer.

A recomendação atual é que toda pessoa a partir dos 45 anos realize a colonoscopia de rastreamento, mesmo sem sintomas. Para pessoas com histórico familiar de câncer colorretal, o rastreamento deve iniciar aos 40 anos ou 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado.

Sintomas como sangramento nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor abdominal persistente, perda de peso inexplicada e anemia devem ser investigados com colonoscopia independentemente da idade.

A prevenção e a detecção precoce são as melhores estratégias para reduzir a mortalidade por câncer colorretal.

O que é intolerância à lactose?

A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir o açúcar do leite, causando desconforto abdominal e outros sintomas.

A intolerância à lactose é uma condição em que o organismo apresenta deficiência da enzima lactase, responsável pela digestão da lactose (açúcar presente no leite e derivados).


Quando a lactose não é adequadamente digerida no intestino delgado, ela chega ao intestino grosso onde é fermentada pelas bactérias intestinais, produzindo gases e causando sintomas como distensão abdominal, cólicas, flatulência, diarréia e náuseas.

Existem três tipos de intolerância à lactose: primária (a mais comum, geneticamente determinada, com redução progressiva da lactase após a infância), secundária (causada por doenças que lesam a mucosa intestinal, como doença celíaca ou gastroenterites) e congênita (rara, presente desde o nascimento).

O diagnóstico pode ser feito pelo teste de tolerância à lactose ou pelo teste do hidrogênio expirado. O tratamento consiste na redução do consumo de lactose na dieta, uso de suplementos de lactase e substituição por produtos sem lactose.

É importante diferenciar intolerância à lactose de alergia à proteína do leite de vaca, que envolve uma resposta imunológica e é mais comum em crianças.

O que é doença celíaca?

A doença celíaca é uma doença autoimune desencadeada pela ingestão de glúten, afetando o intestino delgado.
A doença celíaca é uma doença autoimune crônica que afeta o intestino delgado de indivíduos geneticamente predispostos, desencadeada pela ingestão de glúten (proteína presente no trigo, centeio, cevada e malte).

Nos portadores da doença, o glúten provoca uma reação imunológica que causa inflamação e atrofia das vilosidades do intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes. Isso pode levar a deficiências nutricionais, anemia, osteoporose e outras complicações.

Os sintomas são variados e podem incluir: diarréia crônica, distensão abdominal, perda de peso, fadiga, anemia por deficiência de ferro, aftas recorrentes, dermatite herpetiforme (lesões de pele), e em crianças, atraso no crescimento.

O diagnóstico envolve a dosagem de anticorpos específicos (antitransglutaminase e antiendomísio) e confirmação por biópsia do intestino delgado durante endoscopia digestiva alta.

O único tratamento eficaz é a dieta sem glúten rigorosa e permanente. Com a exclusão completa do glúten, ocorre a recuperação da mucosa intestinal e resolução dos sintomas na maioria dos casos. O acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar a adesão à dieta e prevenir complicações.

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